EDUCAÇÃO, LINGUAGEM E EXPERIÊNCIA: entre o dizer e o indizível na (trans)formação humana
DOI:
https://doi.org/10.62556/73hmnd74Palavras-chave:
Linguagem. Experiência. Formação. Educação.Resumo
Este artigo investiga a relação entre linguagem, experiência e formação humana a partir de uma abordagem hermenêutico-filosófica. O objetivo consiste em compreender de que modo a linguagem constitui o horizonte da experiência e incide nos processos formativos. O referencial teórico fundamenta-se, principalmente, nas contribuições de Wittgenstein, Gadamer e Rubem Alves, que permitem problematizar os limites do dizer e a emergência do indizível no âmbito das experiências formativas e dialógicas. Metodologicamente, trata-se de um estudo de natureza bibliográfica, de caráter qualitativo, ancorado na análise conceitual e interpretativa das obras dos autores selecionados. Como resultado, evidencia-se que o indizível não se encontra fora da linguagem, mas se manifesta em seus próprios limites, configurando a formação como um acontecimento interpretativo no qual o sujeito se constitui na e pela linguagem. Por fim, apontam-se implicações dessa perspectiva para a educação escolar e cidadã, destacando o papel do diálogo, da escuta e da abertura ao outro como dimensões fundamentais do processo formativo.
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