EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS E INCLUSÃO: desafios à formação de estudantes com deficiência intelectual
DOI:
https://doi.org/10.62556/dsbbbc65Palavras-chave:
Educação de Jovens e Adultos. Deficiência intelectual. Educação inclusiva; Diálogo. Reconhecimento.Resumo
Este artigo analisa a inclusão de estudantes com deficiência intelectual na Educação de Jovens e Adultos (EJA), problematizando práticas ainda marcadas pela infantilização, pela baixa expectativa pedagógica e pela exclusão simbólica. Parte-se do entendimento de que a EJA, enquanto modalidade comprometida com o direito à educação ao longo da vida, deve reconhecer esses sujeitos como pessoas capazes de aprender, participar e construir autonomia. O estudo, de caráter bibliográfico, dialoga com autores da educação inclusiva e da filosofia da educação, como Paulo Freire, Hannah Arendt e Axel Honneth, além de documentos legais brasileiros sobre inclusão escolar. Defende-se que incluir não significa apenas garantir matrícula, mas promover permanência qualificada, currículo significativo e relações pedagógicas pautadas no reconhecimento da dignidade humana. Conclui-se que a presença de estudantes com deficiência intelectual na EJA exige revisão de práticas escolares, superação de estigmas históricos e fortalecimento de propostas educativas emancipadoras, capazes de favorecer participação social, autoestima e exercício da cidadania plena na contemporaneidade democrática atual.
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