CRISE DO CAPITAL, MEMÓRIA E EDUCAÇÃO: reflexões e desafios após o desastre socioambiental em Juiz de Fora-MG
DOI:
https://doi.org/10.62556/jbx18v78Palavras-chave:
Crise do capital, Memória, Educação, EscolaResumo
O dia 24 de fevereiro de 2026 marcou profundamente a história do município de Juiz de Fora, localizado na região da Zona da Mata Mineira, no Estado de Minas Gerais. Os índices pluviométricos em níveis excepcionais desencadearam e contribuíram para os processos de deslizamento de terras, afetando moradias, infraestrutura e, principalmente, a morte de dezenas de pessoas, além das centenas de famílias desalojadas ou desabrigadas. Contudo, isto não deve ser entendido como um fato isolado ou fatalismo, mas resultado direito das mudanças climáticas e ambientais, inerentes à crise do modo de produção capitalista, cujo processo de acumulação e expansão, tem atingido e colocado em risco as parcelas mais vulneráveis da sociedade. Desse modo, a educação torna-se um campo fundamental de disputa pela memória permanente do desastre socioambiental, refletindo-a criticamente no sentido da transformação da realidade, sobretudo frente as desigualdades socioespaciais do espaço urbano e o colapso ambiental. Assim, o objetivo desse artigo é refletir, no contexto de Juiz de Fora, quais os atravessamentos da crise do capital no espaço escolar, os desafios para o processo educativo, bem como a importância de disputar a memória individual e coletiva de múltiplos sujeitos.
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Copyright (c) 2026 Guilherme Goretti Rodrigues, Pilar Silveira Mattos, Fabiana Rodrigues de Almeida (Autor)

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