SENTIDOS DA NATUREZA NO CONTO FOLCLÓRICO DO BOITATÁ
DOI:
https://doi.org/10.62556/nmv9pg32Palavras-chave:
Folclore, Natureza, Cultura, Ensino de CiênciasResumo
O presente artigo analisa o folclore brasileiro como mediação simbólica na construção de sentidos sobre a natureza, tomando como objeto de estudo o conto zoofolclórico do Boitatá. Parte-se do problema de como diferentes narrativas culturais contribuem para a produção de compreensões sobre a natureza, para além das abordagens estritamente científicas no ensino de Ciências. O estudo fundamenta-se em referenciais teóricos que articulam saberes populares e cultura, com destaque para perspectivas que reconhecem a pluralidade de formas de conhecimento e a dimensão simbólica das narrativas folclóricas. Adota-se uma abordagem qualitativa orientada pela análise do conto do Boitatá a partir de duas dimensões: simbólica e comportamental. Os resultados evidenciam que o Boitatá, enquanto figura mítica, expressa valores, normas e visões de natureza que atravessam o imaginário social, podendo contribuir para a ampliação dos sentidos atribuídos à natureza. Aponta-se que o folclore, ao mobilizar narrativas, memórias e experiências culturais, apresenta potencial para enriquecer práticas educativas, favorecendo o diálogo entre conhecimento científico e saberes populares na construção de uma educação mais sensível às múltiplas formas de compreender a natureza.
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