CÍCULO DE ENCANTARIAS NO ENSINO DE HISTÓRIA: por entre lendas amazônicas o engerado
DOI:
https://doi.org/10.62556/rhdq6v38Palavras-chave:
Encantarias, Práxis pedagógicas, decolonidade.Resumo
O texto discute o ensino de História a partir dos círculos simbólicos de encantarias, articulando mitos amazônicos, práxis pedagógica e perspectiva decolonial. Fundamentado em autores como Krenak, Benjamin, Freire e Campbell, compreende o mito como dimensão constitutiva da experiência humana e forma legítima de conhecimento histórico. A imagem da tecelã dos dias simboliza a temporalidade não linear, marcada por repetição, cuidado e recomeço, em oposição ao tempo progressivo da modernidade capitalista. No campo da práxis, o samba-enredo da Estácio de Sá (2025) é lido como narrativa simbólica de conscientização e ação coletiva. A experiência pedagógica desenvolvida no quinto ano integrou narrativas indígenas, lendas amazônicas e a expedição de Orellana, problematizando a história colonial. O diálogo com Todorov evidenciou a construção assimétrica da alteridade no processo de conquista. A leitura de Potiguara permitiu reinscrever mulheres indígenas como sujeitas históricas e políticas. Assim, ensinar História tornou-se um gesto de reencantamento crítico do mundo, escuta sensível e compromisso com a vida.
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Copyright (c) 2026 Sabrina Munck do Nascimento (Autor)

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